Pandemia na rotina

O que a pandemia do coronavírus veio mudar na rotina das crianças?

A pandemia do coronavírus mudou a rotina das famílias. Não só na vida familiar como também na escolar. Apesar de ainda estarmos a aprender a lidar com esta situação, é tempo de mudar para que os maus hábitos não façam parte da rotina.

No decorrer do meu trabalho enquanto coach infantil, em contexto escolar, constato que há coisas que nunca mudam nas crianças:

  1. Entusiasmo em ir à escola
  2. Felicidade no reencontro de colegas
  3. Vontade de brincar
  4. Vontade de aprender

Para as crianças que estavam habituadas a estar na escola com uma rotina e dinâmica baseadas na liberdade de movimentos e no contacto físico, pode ser muito difícil observar todas as novas regras impostas.

O que mudou na rotina escolar?
  1. Distância entre colegas de turma
  2. Impossibilidade de partilhar comida ou brinquedos
  3. Recreio gerido por turnos
  4. Cumprimento da sinalética dentro do recinto escolar
  5. Desfasamento de horários
  6. Uso frequente de máscaras pelos professores e auxiliares
  7. Entre outros.

Na minha atuação em escolas observo que, apesar da palavra de ordem ser “distanciamento social”, a necessidade de afeto e contacto físico fala mais alto.  São raras as crianças que não me pedem um abraço quando chegam pela manhã ou que não se abraçam entre elas. 

Demonstrar e receber gestos de afeto numa época como a que vivemos, pode ser um motivo de preocupação, desconforto e até incómodo, especialmente para os adultos. Contudo, a demonstração de afeto não se esgota em beijos e abraços.

Como os professores podem demonstrar afeto na escola?

Os professores e toda a comunidade educativa podem encontrar outras formas de demonstrar carinho e atenção para com as crianças: 

  1. Criar círculos de debate e partilha no início ou final das aulas, 
  2. Inventar códigos e rituais de cumprimento que sejam únicos e especiais para cada turma, 
  3. Praticar uma escuta ativa e um discurso empático para com as crianças, 
  4. Introduzir mais momentos mindfulness e de relaxamento na rotina escolar, 
  5. Promover mais atividades de aprendizagem ao ar livre nos pátios e recreios, 
  6. Construir com os alunos meios de expressão alternativos ao toque físico: por exemplo um Mural de Afetos, um Correio de Desabafos, etc. 

A relação de afeto com a criança não tem um momento certo nem uma forma única. Deve acontecer sempre e em todos os momentos. Há que reinventá-la! Há que reinventarmo-nos! Vamos falar?

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *